como medir a sua própria maturidade?
acho que meu termômetro quebrou.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Vai desculpando, mas minha natureza é Radical. Você sabe.
Apesar de ter instalado um relógio-controlador na minha alma, ela ainda tem a autoridade de tirá-lo, quando percebe não valer mais a pena o tic-tac forjado.
momento certo de experimentar
momento certo de estudar
momento certo de me expressar
momento certo de arriscar
momento certo de tentar
momento certo de se entregar
momento certo de contrariar
momento certo de ceder
momento certo de pedir
momento certo de
momento certo
momento
Nós sabemos que esta ultima é a que vale.
Tentar prever e adequá-la no 'certo' foi o que me pôs no chão, me fez mais humana, mais persistente, mais sensível.
Nós sabemos que eu sou sensitiva, mas não sensível. E isso justifica a minha natureza Radical. As vezes eu acho que eu sou bruxa, ou alguma energia mística muito condensada. É que eu nao entendo essa minha percepção sempre me encaminhando à verdade, que eu nem desconfio qual é. Apenas desconfio.
Bom, é isso.
Estou tirando o relógio.
Apesar de ter instalado um relógio-controlador na minha alma, ela ainda tem a autoridade de tirá-lo, quando percebe não valer mais a pena o tic-tac forjado.
momento certo de experimentar
momento certo de estudar
momento certo de me expressar
momento certo de arriscar
momento certo de tentar
momento certo de se entregar
momento certo de contrariar
momento certo de ceder
momento certo de pedir
momento certo de
momento certo
momento
Nós sabemos que esta ultima é a que vale.
Tentar prever e adequá-la no 'certo' foi o que me pôs no chão, me fez mais humana, mais persistente, mais sensível.
Nós sabemos que eu sou sensitiva, mas não sensível. E isso justifica a minha natureza Radical. As vezes eu acho que eu sou bruxa, ou alguma energia mística muito condensada. É que eu nao entendo essa minha percepção sempre me encaminhando à verdade, que eu nem desconfio qual é. Apenas desconfio.
Bom, é isso.
Estou tirando o relógio.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Ele encostou no ponto de ônibus, como se procurasse qualquer parede, qualquer chão, qualquer concreto que sustentasse aquele momento. Abraçou-o pelo inverso, como um escravo pronto para ser chicoteado. E é assim que se enxerga: como um escravo sendo chicoteado.
(Bom, nós sabemos que não é nada disso.)
Ela ficou próximo, fotografando o momento com os olhos, e com o sorriso de quem nao sabe o que fazer. Então o fez. Pegou em sua mão, e convidou-o para um abraço.
Para ele, um convite tão doloroso quanto maravilhoso, que não poderia ser recusado. Então o fez.
Então o fizeram.
Tocou-lhe os cabelos, as costas, a cintura,os braços, enquanto respirava em seu ouvido lágrimas contidas. Beijou-lhe o rosto, uma, duas, três vezes, quantas fossem possíveis para tornar o momento memorável; ou apenas para desabafar. Abraçou-lhe mais forte como o ultimo gole de uma cachaça: rápido, e rasgando por dentro.
_ Seu ônibos, amor.
Ela ignorou-o de um modo muito nobre, exatamente como o momento pedia, exatamente como ele queria: continuando o abraço.
_ Eu te amo muito, sabia?
Ela não respondeu, mas deu um sorrisinho imperceptível.
_ Sabia ou não sabia?
_ Hum rum...
Ele sorriu porque já havia previsto a resposta tão dolorosa quanto maravilhosa.
E foram mais vinte segundos de sentimentos múltiplos, emaranhados, confusos, embriagados, que resultaram num impulso inesperado: ele afastou-a.
Ela entendeu. Afastou-se, foi sentar. Olhou primeiro para os pés, para a rua, para ele, que olhava para si, de olhos bem fechados. Talvez um filme se passava, representando o passado ou o futuro. Qualquer deles lhe doía, mas não o suficiente para abrir o olhos e encarar a realidade.
_ Vou pegar esse ônibus.
Ele acordou para o ultimo abraço, que foi daqueles típicos de gente doída. Curto e grosso. Como os próximos minutos que lhes esperavam pela frente.
(Bom, nós sabemos que não é nada disso.)
Ela ficou próximo, fotografando o momento com os olhos, e com o sorriso de quem nao sabe o que fazer. Então o fez. Pegou em sua mão, e convidou-o para um abraço.
Para ele, um convite tão doloroso quanto maravilhoso, que não poderia ser recusado. Então o fez.
Então o fizeram.
Tocou-lhe os cabelos, as costas, a cintura,os braços, enquanto respirava em seu ouvido lágrimas contidas. Beijou-lhe o rosto, uma, duas, três vezes, quantas fossem possíveis para tornar o momento memorável; ou apenas para desabafar. Abraçou-lhe mais forte como o ultimo gole de uma cachaça: rápido, e rasgando por dentro.
_ Seu ônibos, amor.
Ela ignorou-o de um modo muito nobre, exatamente como o momento pedia, exatamente como ele queria: continuando o abraço.
_ Eu te amo muito, sabia?
Ela não respondeu, mas deu um sorrisinho imperceptível.
_ Sabia ou não sabia?
_ Hum rum...
Ele sorriu porque já havia previsto a resposta tão dolorosa quanto maravilhosa.
E foram mais vinte segundos de sentimentos múltiplos, emaranhados, confusos, embriagados, que resultaram num impulso inesperado: ele afastou-a.
Ela entendeu. Afastou-se, foi sentar. Olhou primeiro para os pés, para a rua, para ele, que olhava para si, de olhos bem fechados. Talvez um filme se passava, representando o passado ou o futuro. Qualquer deles lhe doía, mas não o suficiente para abrir o olhos e encarar a realidade.
_ Vou pegar esse ônibus.
Ele acordou para o ultimo abraço, que foi daqueles típicos de gente doída. Curto e grosso. Como os próximos minutos que lhes esperavam pela frente.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
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