sábado, 31 de julho de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010


meu amor,
vai desculpando o mau humor:
a culpa é do meu signo.

sábado, 17 de julho de 2010

"há uma teoria que diz que se um dia alguém descobrir exatamente qual é o propósito do universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais bizarro e inexplicável.
há uma outra teoria que diz que isso já aconteceu."

O restaurante no fim do universo - Douglas Adams
por que eu adoro esse cara?
Você pode se recusar a ver, o tempo que quiser, até o fim de sua vida. É mais fácil permanecer numa rotina onde a previsibilidade e o controle é reconfortante e conveniente. Mas a partir do momento em que você vê, mesmo involuntariamente, o caminho é irreversível. As coisas não voltarão a ser mais as mesmas e você já não será o mesmo.Os problemas e desejos tornar-se-ão fúteis e pequeninos, sem demora lhe surgirá o questionamento regular: 'e então, por que continuar?'.
“Não há uma verdade unica. Há uma verdade por dia, ou pior ainda, mais complicado: uma verdade por hora, a vezes até mil verdades num minuto. Quando a gente hesita em fazer e não fazer determinada coisa, esse debate no meio de conceitos encravados no cérebro, no meio de idéias próprias e alheias, recusa-se aceitações — labirintos de verdades que não mostram as faces mesmo depois do ato feito. Não sei se será possível a gente escolher as próprias verdades, elas mudam tanto. Não só por isso, nossas verdades quase nunca são iguais às dos outros, e é isso que gera o que chamamos de solidão, desencontro, incomunicabilidade. Talvez a maneira como me debato seja natural, e até positiva. É possível que eu parta daí para um conhecimento maior de mim mesmo. Então estarei livre. Acho que meu mal sou eu mesmo, esses círculos concêntricos envolvendo o centro do que devo ser. Mas só poderei me aproximar dos outros depois que começar a desvendar a mim mesmo. Antes de estender os braços, preciso saber o que há dentro desses braços, porque não quero dar somente o vazio. Também não quero me buscar nos outros, me amoldar ao que eles pensam, e no fim não saber distinguir o pensar deles do meu.”
Caio Fernando Abreu - Limite Branco