sábado, 25 de dezembro de 2010

Entao fica combinado assim:
voce sempre louco por mim
e eu louca até o fim
..

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010




agora entenda!



necessito do capão.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

gente
eu to feliz.
Tão raro eu dizer isso, tão raro eu sentir isso.
Deveria gravar esse momento e dar replay o tempo todo.
top 5 de melhores prazeres.



1. comer
2. sexo
3. conhecer pessoas mágicas
4. dormir
5. carinho

domingo, 12 de dezembro de 2010

Estou incompletando.
carinho sempre é bom.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

era uma vez
uma amiga
subindo pelas paredes.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Depois fiquei impressionada com a minha não-capacidade
Pois estava vendo José & Pilar
e fiquei impressionada com a capacidade

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

como medir a sua própria maturidade?

acho que meu termômetro quebrou.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
vou me foder

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Vai desculpando, mas minha natureza é Radical. Você sabe.
Apesar de ter instalado um relógio-controlador na minha alma, ela ainda tem a autoridade de tirá-lo, quando percebe não valer mais a pena o tic-tac forjado.
momento certo de experimentar
momento certo de estudar
momento certo de me expressar
momento certo de arriscar
momento certo de tentar
momento certo de se entregar
momento certo de contrariar
momento certo de ceder
momento certo de pedir
momento certo de
momento certo
momento

Nós sabemos que esta ultima é a que vale.
Tentar prever e adequá-la no 'certo' foi o que me pôs no chão, me fez mais humana, mais persistente, mais sensível.
Nós sabemos que eu sou sensitiva, mas não sensível. E isso justifica a minha natureza Radical. As vezes eu acho que eu sou bruxa, ou alguma energia mística muito condensada. É que eu nao entendo essa minha percepção sempre me encaminhando à verdade, que eu nem desconfio qual é. Apenas desconfio.
Bom, é isso.
Estou tirando o relógio.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

inquietação.
Curioso um corpo inquieto. Vibrante.
Pior uma alma inquieta. Broxante.

terça-feira, 9 de novembro de 2010



quero qualquer coisa dentro de mim.
um sentimento, talvez.
talvez não.

domingo, 7 de novembro de 2010

Ele encostou no ponto de ônibus, como se procurasse qualquer parede, qualquer chão, qualquer concreto que sustentasse aquele momento. Abraçou-o pelo inverso, como um escravo pronto para ser chicoteado. E é assim que se enxerga: como um escravo sendo chicoteado.

(Bom, nós sabemos que não é nada disso.)

Ela ficou próximo, fotografando o momento com os olhos, e com o sorriso de quem nao sabe o que fazer. Então o fez. Pegou em sua mão, e convidou-o para um abraço.
Para ele, um convite tão doloroso quanto maravilhoso, que não poderia ser recusado. Então o fez.
Então o fizeram.

Tocou-lhe os cabelos, as costas, a cintura,os braços, enquanto respirava em seu ouvido lágrimas contidas. Beijou-lhe o rosto, uma, duas, três vezes, quantas fossem possíveis para tornar o momento memorável; ou apenas para desabafar. Abraçou-lhe mais forte como o ultimo gole de uma cachaça: rápido, e rasgando por dentro.

_ Seu ônibos, amor.

Ela ignorou-o de um modo muito nobre, exatamente como o momento pedia, exatamente como ele queria: continuando o abraço.

_ Eu te amo muito, sabia?

Ela não respondeu, mas deu um sorrisinho imperceptível.

_ Sabia ou não sabia?

_ Hum rum...

Ele sorriu porque já havia previsto a resposta tão dolorosa quanto maravilhosa.


E foram mais vinte segundos de sentimentos múltiplos, emaranhados, confusos, embriagados, que resultaram num impulso inesperado: ele afastou-a.
Ela entendeu. Afastou-se, foi sentar. Olhou primeiro para os pés, para a rua, para ele, que olhava para si, de olhos bem fechados. Talvez um filme se passava, representando o passado ou o futuro. Qualquer deles lhe doía, mas não o suficiente para abrir o olhos e encarar a realidade.

_ Vou pegar esse ônibus.

Ele acordou para o ultimo abraço, que foi daqueles típicos de gente doída. Curto e grosso. Como os próximos minutos que lhes esperavam pela frente.

Ela sorria modesta, mais sarcástica do que lisonjeada.


Caio Fernando Abreu

sábado, 6 de novembro de 2010

me salvem dessa vida
bjs

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

por que que eu sempre fico doente?
isso não é normal.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

tudo novo
de novo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010


Eu não me conheço
quando me encontro, me esqueço
me afogo no afago
me afundo e esmoreço
Eu não me esqueço
quando conheço, me encontro
não me satisfaço
e me perco
não no abraço,
nas entrelinhas
do mistério descalço.

domingo, 24 de outubro de 2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Vai ver eu nao nasci para praticar.
Volver.
sinto-me despreparada.
O que é uma sensação recorrente de adolescentes não-rebeldes ou adultos preocupados, mergulhou-me de início timidamente, e agora expele-se como suor: sempre em ruinosos momentos de pressão, e, na maioria das vezes, em todos as outras situações.
Mas é que eu tenho dificuldade de suar e facilidade demasiada em tropeçar nesses momentos de pressão. Então, para compensar o não-suor, o despreparo vem como um gêmio não dectado na ultrasom: assustadoramente em dobro.
Desenfreou de uma forma tão visceral, que até o lazer, a fuga legitimada da rotina, foi contaminada. Sinto-me despreparada para aproveitar. Que doença mais esquisita! E não me fale em doença, por favor... nem em estudos.... nem em trabalho... nem em relacionamentos... nem em novos lúdicos momentos... muito menos em mim! Não estou pronta pra ouvir sobre isso.
É como um Quase constante. Interminável. E olha que ainda nem chegou...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

pense numa confusão: tentar entender-se.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

“Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois. Para me dar força, escrevi no espelho do meu quarto: ‘tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é?’ É o que estou tentando vivenciar. Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis, becos-sem-saída. Nada é muito terrível. Só viver, não é? A barra mesmo é ter que estar vivo e ter que desdobrar, batalhar um jeito qualquer de ficar numa boa. O meu tem sido olhar pra dentro, devagar, ter muito cuidado com cada palavra, com cada movimento, com cada coisa que me ligue ao de fora. Até que os dois ritmos naturalmente se encaixem outra vez e passem a fluir.”

- Caio Fernando Abreu.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010


desabafo

sábado, 31 de julho de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010


meu amor,
vai desculpando o mau humor:
a culpa é do meu signo.

sábado, 17 de julho de 2010

"há uma teoria que diz que se um dia alguém descobrir exatamente qual é o propósito do universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais bizarro e inexplicável.
há uma outra teoria que diz que isso já aconteceu."

O restaurante no fim do universo - Douglas Adams
por que eu adoro esse cara?
Você pode se recusar a ver, o tempo que quiser, até o fim de sua vida. É mais fácil permanecer numa rotina onde a previsibilidade e o controle é reconfortante e conveniente. Mas a partir do momento em que você vê, mesmo involuntariamente, o caminho é irreversível. As coisas não voltarão a ser mais as mesmas e você já não será o mesmo.Os problemas e desejos tornar-se-ão fúteis e pequeninos, sem demora lhe surgirá o questionamento regular: 'e então, por que continuar?'.
“Não há uma verdade unica. Há uma verdade por dia, ou pior ainda, mais complicado: uma verdade por hora, a vezes até mil verdades num minuto. Quando a gente hesita em fazer e não fazer determinada coisa, esse debate no meio de conceitos encravados no cérebro, no meio de idéias próprias e alheias, recusa-se aceitações — labirintos de verdades que não mostram as faces mesmo depois do ato feito. Não sei se será possível a gente escolher as próprias verdades, elas mudam tanto. Não só por isso, nossas verdades quase nunca são iguais às dos outros, e é isso que gera o que chamamos de solidão, desencontro, incomunicabilidade. Talvez a maneira como me debato seja natural, e até positiva. É possível que eu parta daí para um conhecimento maior de mim mesmo. Então estarei livre. Acho que meu mal sou eu mesmo, esses círculos concêntricos envolvendo o centro do que devo ser. Mas só poderei me aproximar dos outros depois que começar a desvendar a mim mesmo. Antes de estender os braços, preciso saber o que há dentro desses braços, porque não quero dar somente o vazio. Também não quero me buscar nos outros, me amoldar ao que eles pensam, e no fim não saber distinguir o pensar deles do meu.”
Caio Fernando Abreu - Limite Branco